Quem propôs o termo foi o fisiologista austríaco Hans Selye.
Na Física esse termo significa o desgaste de materiais e é reconhecido pela medicina desde 1926.
No organismo humano nem sempre é maléfico. Trata-se de uma defesa natural, que acontece sempre que o organismo usa os seus
órgãos de percepção e detecta algo estranho. O corpo se prepara, então, para a fuga. Isso ocorre por uma
questão instintiva: tudo o que é estranho, é uma ameaça em potencial.
O sinal de alerta é dado por uma descarga hormonal. O hormônio chama-se Adrenalina e é produzido na Supra-Renal. São
duas glândulas; cada uma situa-se sobre um dos rins.
Uma das funções da Adrenalina é fazer vaso-constrição, para que diminua a quantidade do sangue na periferia
do corpo e vá irrigar melhor os órgãos necessários numa fuga, como por exemplo, os músculos. É por
isso, que quando nos assustamos, sentimos aquele “friozinho” percorrer a espinha dorsal: a vaso-constrição faz o
local esfriar bruscamente. O mesmo mecanismo dá origem à palidez do rosto.
O mecanismo químico começa no cérebro. Ele recebe a informação de que há algo estranho e Imediatamente
libera uma substância produzida pela massa cinzenta, o ACTH. Este aciona as Supra-Renais, que excitadas, secretam a Adrenalina.
Os bichos também podem ser vítimas do estresse. Todos na natureza se estressam, pois, na iminência do perigo a fuga é
reação natural. Do ponto de vista fisiológico é tudo igual, só varia o motivo.
Um estresse ininterrupto pode provocar doenças e, até, matar.
Os sintomas mais comuns são:
- Pupilas dilatadas: para ver melhor.
- Insônia: a Adrenalina bloqueia as informações das regiões do sistema nervoso responsáveis pelo sono.
- Pulmões ampliados: A respiração acelera-se e os alvéolos dilatam-se, para que entre mais ar; para que haja mais
oxigenação dos músculos, caso o organismo precise deles para fugir.
- Rosto pálido: é por causa da vaso constrição dos pequenos vasos.
- Coração bate mais rápido: para enviar sangue mais ligeiro para músculos e órgãos envolvidos no
processo de fuga.
- Falta de apetite: O Sistema Nervoso Simpático, que é a parte do Sistema Nervoso Autônomo que comanda o estado de estresse,
altera as funções do sistema digestivo, fazendo o estômago encher-se de sucos gástricos, o que simula uma plenitude
de alimentos na barriga, fazendo diminuir a fome.
Em casos de estresse a resistência do organismo cai porque durante a crise, a Hipófise (outra glândula, situada no cérebro)
descarrega substâncias que atrofiam o Timo (glândula situada acima do coração), que é responsável
pelo amadurecimento dos Linfócitos T. Esses glóbulos brancos são os “sentinelas” do organismo, identificando
quando um invasor adentra no corpo. Por outro lado, as Supra-Renais libera hormônios corticóides que causam disfunção
nas células brancas chamadas de linfócitos B, responsáveis pelo ataque propriamente dito ao invasor.
Outras doenças podem se confundidas com estresse. A pessoa pode estar com depressão, ou pânico. Mas outras enfermidades
podem surgir em decorrência do estado de estresse, como: fadiga, sonolência, falta de memória, invasão por fungos
e bactérias, originando micoses e infecções, problemas menstruais, hipertensão, infarto, gastrite, úlceras,
diarréia crônica, asma, reações inadequadas às situações do dia-a-dia (nos casos mais graves,
onde a medula das supra-renais param de funcionar por excesso de sobrecarga).
Crianças também têm estresse. Porquê? Porque são afetadas por problemas como separação dos
pais, morte de familiares, variação de exigências entre o “pode tudo” e o “agora não pode”.
Desentendimentos entre os familiares, mudança de moradia, ou de quarto, podem afetar o sistema nervoso do organismo infantil. Trabalhos
escolares e muitos agendamentos de cursos, médico, atividades extra-classe são motivos de agitação nervosa constantes.
Qual a reação da criança? Pode ter tique nervoso, gaguejar, ter diarréia, ter medo, vontade de chorar, tristeza,
dificuldade de concentração, timidez, terror noturno, palpitações, inquietude, mãos frias e suadas, dores
de cabeça.
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